Nos dias, horas e minutos que antecederam a decisão da Copa Rio tomaram conta do peito de cada palmeirense dois sentimentos diametralmente opostos: de um lado, o incessante e voraz desejo de uma revanche, de dar o troco nos italianos da Juventus que, na primeira fase, nos haviam humilhado em pleno Pacaembu; do outro, o temor de um novo vexame e a certeza absoluta e inquestionável de nossa inferioridade.
Se esta segunda assertiva prevalecesse, seria o golpe fatal para toda a torcida brasileira, que dificilmente conseguiria se recuperar de mais uma tragédia, quase tão dolorosa quanto a perda da Copa do Mundo para Maspoli, Gigghia, Obdulio Varela e cia, em pleno Estádio do Maracanã. Havia, assim, uma angústia potencializada ao quadrado.
Como podemos notar, a ansiedade e a expectativa para que as finais começassem foram, de fato, enormes. Para conturbar um pouco mais o já nada ameno ambiente no Verdão – as saídas do time dos três ídolos (Oberdan, Túlio e Lima) criaram um clima de profundo desconforto no grupo -, o técnico Ventura Cambon perdera mais um importante jogador – Richard, assim como acontecera com Achilles na primeira semifinal, também sofrera uma fratura na perna, no segundo jogo semifinal contra o Vasco da Gama/RJ.
Mas se aparentemente os fatos contribuiriam para o nervosismo da equipe, na prática isso não aconteceu. Ao mesmo tempo em que tudo parecia confluir para a queda, a certeza da ascensão também era flagrante. E, mais uma vez, para o bem da história, há de se ressaltar a importância do craque Jair Rosa Pinto. Foi ele que incentivou, um a um, todos os demais jogadores e, ao pé do ouvido de cada atleta, fez que, no íntimo, todos acreditassem que seria possível.
A dureza do prélio, como já dizia o nosso hino, não tardava. Palmeiras e Juventus fizeram uma partida equilibradíssima naquela primeira decisão, disputada em 18 de julho de 1951, e o placar final -1 a 0 para os brasileiros, gol do ponta-esquerda Rodrigues Tatu (o amigo aí, da foto acima) – causou uma dupla sensação em nosso elenco: por um lado, a vitória nos dava a vantagem do empate na finalíssima e, portanto, nos colocava mais próximos do título mundial; por outro, a exígua margem de gols preconizava uma finalíssima cujo equilíbrio e a incerteza quanto à qual equipe levantaria a Taça Rio ao apito final eram incontestes.
Como sabemos, a festa seria alviverde. E toda a história do dia em que o Palmeiras obteve o título mais importante de seus mais de 102 anos e também da festa que tomou conta de todo o País poderemos, com muita alegria, recordar em nosso próximo encontro.
Estarei esperando por vocês.
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30/10/2016 at 10:21
Quando alguem vem me “zoar” dizendo que não temos mundial, eu respondo só assim: “irmão, vai brigar com a historia” e não comigo … rssss
30/10/2016 at 16:00
É por aí, fera.
E aguarde o último capítulo desta história, no sábado que vem, quando exibirei o e-mail que a Fifa nos enviou reconhecendo a conquista.
Abs.