PALMEIRAS É O TIME DA VIRADA. SERÁ?

Derrota no Palestra deixa sonho do tetra muito mais distante. Mas ainda não acabou…

Meus amigos.

Todos que conhecem um mínimo de futebol sabem que em partidas decisivas os erros são imperdoáveis, sejam eles individuais ou coletivos. Quando se pisa na bola em jogos que decidem classificações ou títulos, o resultado quase que invariavelmente é a derrota e, muitas vezes, até mesmo a perda do objetivo em disputa.

Diante deste quadro, eu lhe pergunto:

1 – Pode Weverton falhar mais uma vez em um derby, levando um gol em seu canto?

2 – Pode Mayke chegar com “pé de moça” numa dividida com Depay?

3 – Pode Richard Ríos (que pensa ser infinitamente melhor do que de fato é) tocar de calcanhar em um lance de contra-ataque dos caras?

– Pode Micael permitir que Yuri Alberto lhe vença numa disputa tão facilmente?

5 – Pode Raphael Veiga, pela “enésima” vez, aceitar passivamente a marcação de um volante?

6 – Pode Estêvão, mesmo ciente de que é o melhor jogador do time, tentar resolver sozinho todos os lances?

7 – Pode Abel Ferreira apenas assistir ao adversário comandar as ações no meio-campo durante todo o primeiro tempo?

Obviamente, a resposta para as sete questões acima é apenas uma: não, absolutamente não. Mas isso nem é o pior. A grande questão é que todos que conhecem um mínimo de futebol sabiam que o time deles iria jogar como jogou – completamente fechado. Historicamente, nosso maior rival nunca teve vergonha de atuar como se fosse uma equipe pequena quando isso lhe pareceu ser a melhor solução, sobretudo se diante de si houvesse um adversário que lhe fosse superior tecnicamente.

Nossa derrota nesta primeira final do Paulistinha se explica principalmente pelos fatos acima. Claro que criamos mais chances, claro que poderíamos ter aberto o placar logo nos primeiros minutos, quando um deles salvou uma bola já em cima da linha, claro que tudo poderia ter sido diferente – mas não foi.

O fato é que, agora, não nos resta outra opção a não ser ganhar deles no campo deles e com a torcida deles se ainda quisermos nos tornar o primeiro tetracampeão paulista da história do profissionalismo. É provável que isso aconteça? Não, prezado palmeirense, não é. Mas também não é impossível. Até porque não acredito que possamos jogar tão mal duas partidas seguidas. E também porque neste mundo da bola tudo pode acontecer.

E todos que conhecem um mínimo de futebol sabem disso.

 

WEVERTON
NOTA 4,5

MARCOS ROCHA
SEM NOTA

MURILO
NOTA 5

MICAEL
NOTA 4,5

PIQUEREZ
NOTA 5

EMI MARTINEZ
NOTA 5

RICHARD RÍOS
NOTA 4,5

RAPHAEL VEIGA
NOTA 5

ESTÊVÃO
NOTA  5

VÍTOR ROQUE
NOTA 5

FACUNDO TORRES
NOTA 5


ABEL FERREIRA
NOTA 5,5

ANÍBAL MORENO
NOTA 5

FLACO LÓPEZ
NOTA 5

MAYKE
NOTA 5

FELIPE ÂNDERSON
NOTA 5

 

IMAGENS: CÉSAR GRECO/AG. PALMEIRAS

6 Responses to PALMEIRAS É O TIME DA VIRADA. SERÁ?

  1. roberto alfano

    Boa noite caro Trevisan, me desculpe mais ainda não caiu a ficha pois o Palmeiras não jogou como uma Final, vai ter que melhorar e muito para a última partida.

    Abraço.

    • Márcio Trevisan

      Olá, Alfano.

      Vc resumiu bem: não entramos com espírito de decisão e, talvez principalmente por isso, perdemos em casa.

      E vc também está certo quanto à forma como teremos de jogar a finalíssima: ou melhoramos muito, mas muito, mesmo, ou de fato perderemos este título.

      Abs.

  2. Leonardo Madureira

    Bom dia Márcio. É incrivel como o Palmeiras gosta de reerguer o corinthians. Toda vez q eles tão mal, em princípio de crise o palmeiras vai lá ee dá aquela mão amiga pros caras levantarem. Inacreditável. Espero que pelo menos no jogo de volta o que ocorreu nas finais anteriores se repita e possamos virar, ainda que fora de casa.

    • Márcio Trevisan

      Olá, Léo.

      Este tipo de atitude do Palmeiras com “eles” é histórico e vem desde os anos 30. Não tem explicação lógica para isso.

      E se virarmos esta situação no dia 27, vou rir até dezembro de 2045.

      Abs.

  3. Bom dia, Márcio.

    Um resultado decepcionante. Todos que conhecem um mínimo de futebol estão inconformados com esta derrota em casa para um time que é sabidamente inferior ao nosso, mas que luta até o último minuto para compensar a sua deficiência técnica.

    Eu não sei dizer o que está acontecendo com o time do Palmeiras, mas não consigo enxergar o mesmo empenho de antes. Não sei se o Abel perdeu a força sobre o elenco, se ele está em ritmo de despedida, se os jogadores estão “p” de vida com o tratamento que a Leila deu aos atletas que tanto conquistaram pelo clube e saíram desprestigiados, se os bastidores estão em caos, mas a verdade é que o time não cheira, e nem fede.

    Podemos reverter o quadro e nos sagrarmos campeões novamente? Claro que sim, mas vamos ter que jogar muita bola e não vejo isso acontecendo em um curto espaço de tempo.

    Um abraço.

    Valter

    P.S. Se me permite uma correção, você fez sete perguntas em sua crônica, não cinco.

    “Obviamente, a resposta para as cinco questões acima é apenas uma: não, absolutamente não”.

    • Márcio Trevisan

      Valter, salve!

      Entendo suas dúvidas e suas perguntas, mas não creio que o problema seja nenhuma delas.

      Acho que vivemos um momento de escassez de ideias e de talentos, e por isso mesmo creio ser bem difícil vencermos no Gambazão.

      Mas, se este for o desejo dos deuses do futebol… Quem sabe?

      Abs.

      P.S.: Esse negócio de contar até dez nunca foi meu forte – rs… Agradeço a correção.

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